segunda-feira, março 19, 2007

Talvez eu tivesse aquilo que achava não ter.

Tá tudo estranho.
Tudo entranha.
Entranhas se revirando.

E o 'fígado' doendo.
por que um abraço tão bom?

Eu devia saber. Certo?
Estar preparada. Certo?
Então por que não dói menos?

segunda-feira, março 12, 2007

Esvaziando


Há sempre aqueles dias que nos fazem refletir
Há sempre aqueles dias que tiramos para nos esconder
Há sempre aqueles dias que queremos redimir
Há sempre aqueles dias em que o certo era morrer.

Há aquelas vezes em que precisamos chorar
E as muitas vezes em que precisamos sorrir
Há às vezes em que precisamos amar
E as várias vezes em que precisamos partir.

Temos os dias de esperança
Temos os dias de puro medo
Temos os momentos de criança
E aqueles de muito segredo.

Que espécie de dia é hoje?
O que marcará o amanhã?
Nenhum ser são será só na solidão
Os chamados loucos, predicados estranhos têm sempre a si mesmo, só.
Só não estão. A sós não ficarão.

Sozinha no escuro o medo é em vão.
Olhando por sobre o muro vejo o secreto luar
Sei que estar só comigo é mais do que mereço ter
Sei que seu ser-perigo, é aquilo que desejo ser.

sexta-feira, março 09, 2007

Não acredite no milagre do xampu!


Católico, evangélico, budista, macumbeiro, corintiano, espírita ou ateu. Todo mundo busca a paz interna tamo aqui pra ser lanterna... foi assim que Ele escreveu. Palavras e palavras e palavras e ainda acham que o deus do outro não pode ser meu’ – esse é um trecho de uma das minhas músicas prediletas, da trupe O Teatro Mágico, que ilustra de um jeito perfeito o meu pensamento quanto à religião.

Por mim, você pode escolher acreditar no que você quiser, meu bem! Se não quiser acreditar, tá delicia também! Só que assim: você me respeita e eu te respeito e seremos amiguinhos forever, olha que conto de fadas lindo! Eu não suporto fanatismo, isso é fato. Não que eu odeie as pessoas fanáticas, existe uma diferença, eu odeio o que o fanatismo faz com as pessoas;Elas deixam de pensar por si e assumem as ideologias escolhidas [ou por vezes impostas] sem nem pestanejar ou tirar a franja do olho pra ver se é isso mesmo, se condiz com seus princípios e se não estão lavando sua cabeça por dentro com um xampu barato.

Ao tornarem-se fanáticas, as pessoas perdem o senso crítico, permitem que alguém as molde exatamente do jeito que bem entender e comece sua fábrica particular de clones. Todos como cavalos, só olhando para frente, abaixando a cabeça e dizendo ‘Sim senhor!’ [cavalos não fazem isso...]

Acho que é por isso que escolhi ser espírita. (Não sem antes conhecer todas as possibilidades). Temos que escolher a religião que condiz com quem somos sempre. Encontrei-me por que as idéias batem, existem explicações que me agradam, é uma doutrina que respeita todas as outras religiões e faz busquemos sempre pelo nosso melhor e querer bem do outro! E o mais importante: eu me sinto bem lá. Sempre percebendo se não estão me enrolando, né? Por que, tchutchuca, o tempo de mulher ser manejada já passou há décadas!

terça-feira, março 06, 2007

A Luz Não Acende Mais?

Não deve ser nada
No máximo covardia
Aposto em melancolia
Minhas besteiras pueris

Espero pelo momento
Em que surgirás do relento
Esperando o sorriso
Que há muito já foi dormir

As estrelas não se apagaram
A noite mal acordou
E na madrugada lembro
Do dia que acabou

Pretendia voar voando
Levando o mundo no bico
Batendo asa pequena
Sentindo o céu se abrir

Não tive a despedida
Que tanto me prometeu
Minha saudade está ferida
Eu vim buscar o que é meu

Sonhei com o diferente
Lutando e seguindo em frente
Naquela última sessão
Perdi minha sanidade
Assim que a luz se apagou.


→ Escrevi isso durante uma aula, na faculdade. Eu não ia postar. Não achei boa mesmo. Tá cheio de erros de métrica, rimas... Mas algo me fez postar... então.. aí está!

segunda-feira, março 05, 2007

Camiseta sem-vergonha!

Ele sabia que eu tinha queda por roxo.
Mais ainda, ele sabia que eu era fascinada pela Índia e por tudo que viesse de lá.
Claro que acidentalmente, depois de um tempão sem vê-lo casou de ele estar usando justamente a camiseta. Roxa, com motivos indianos. Era um dos deuses hindus, qual? Ganesh? Vishnu? Eu não lembro. Mas era uma bela peça. Cara, como às vezes as coincidências são inoportunas! Ele ali do meu lado e minha cabeça à milhão lembrando da conversa do msn que há muito já havia corrido, onde abordávamos justamente... A CAMISETA.
Maldita! Ou seria bendita?
Dúvidinha infame essa... Mais infame que isso, só os pensamentos que corriam na minha cabeça. Por que ele me faz falar certas coisas? Por que aquela camiseta cobria aquele corpo? Se fosse o corpo daquele que tocava violão, ou o paninho que cobria o gato... eu ia olhar, achar linda e... só!
Mas agora me ocorre: O problema era ELE estar usando a camiseta ou a CAMISETA estar nele era o detalhe incomodo? Ai que confusão!
Não importa mais. Até o fim daquela noite eu já havia me conformado que era apenas uma camiseta revestindo um garoto sagaz. Nada mais que isso? Ou seria tudo isso? Por que a cada minuto minha cabeça dá a volta que o planeta demora doze meses pra percorrer? Ora ele é não é alguém, ora ele é todos os alguéns. Talvez seja efeito da camiseta... talvez seja a caipirinha...